terça-feira, 30 de agosto de 2011

85 Dias de GREVE! A maior dos últimos 20 anos! A educação chegou ao fundo do poço e não dá mais para recuar!

Há muito não se via tanta luta nas ruas... tanto coragem e indignação em uma só voz.. Tanto lamento e dor misturado a abraços e gestos de solidariedade e carinho....”
Depoimento de uma educadora em lágrimas na Praça Sete.

Quanto maior o ataque, maior nossa resistência e determinação!

Quem diria aos céticos e aqueles que desdenharam dos trabalhadores em educação por anos, que teríamos força para manter firmes a decisão de lutar pela valorização do ensino e a aplicação do PISO SALARIAL NACIONAL .
No ano de 2010, enfrentamos lutas históricas que ao contrário do que desejava o Governo Anastasista, não esmoreceram aqueles que denunciaram a todo o país o vergonha do piso salarial pago em MG de R$ 365,00 e enfrentando tudo e todos ( imprensa fascista, a brutalidade da repressão policial, e até mesmo a inédita decisão de julgar a Greve ilegal) e nada fez com que abaixássemos a guarda e recuássemos em nossos objetivos.

O que o Governo e seus capachos não entenderam até agora, é que os Trabalhadores em Educação em MG chegaram a uma situação de que não tem mais nada a perder, a não ser as correntes que nos escravizam há décadas a péssimas condições de trabalho e salários de fome e humilhação.
Criou-se nas jornadas de lutas dos últimos anos, um núcleo duro em nossa categoria, que superando todas as previsões, todas as calúnias e ataques possíveis, está resistindo e lutando bravemente em defesa não mais da recomposição salarial àqueles que educam os filhos da classe trabalhadora, mas ao direito a dignidade enquanto trabalhadores e seres humanos frente a essa máquina de moer GENTE chamada Estado!

Anastasista mantém seu coro contra a Educação!

Na semana passada, a Secretária de Educação reuniu toda a imprensa para dizer a população que não errada pé da política de subsídios para a educação, tentando dar uma resposta às cobranças da mídia burguesa e ao mesmo tempo desviar o foco da decisão do STF que por unanimidade DETERMINOU o pagamento do PISO SALARIAL, desconsiderando as vantagens e outras fontes na incorporação, o que ocorre com o famigerado subsídio. Ao mesmo tempo atacou os grevistas como se fosse foras da lei, por não estarem atinando com a questão da LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL que prevê um limite de gastos públicos.
Mas Fora da Lei é o Governo, que insiste em não cumprir a Lei do Piso e ainda desrespeita a Lei de Greve tentando a tudo custo assediar diretores de escolas paralisadas a contratarem substitutos para os grevistas.

Só a Luta Muda a Vida!

Em todo o mundo a classe trabalhadora vem se levantando contra os ataques que os patrões e os governos neoliberais tem investido contra nós, a fim de salvar os prejuízos da causados pela grave crise econômica mundial.
No Brasil isso não é diferente, pois a economia que o Governo faz para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, na verdade serve para sucatear os serviços públicos e comprometer sua qualidade a favor do pagamento de bilhões aos bancos privados que dependem desses recursos para continuarem a ciranda especulativa. Ao mesmo tempo Minas é a campeã em renúncia fiscal no país e os setores mais favorecidos são justamente aqueles que patrocinaram as campanhas eleitorais de Aécio, Anastasista e a grande maioria dos deputados estaduais e federais, serviçais do sistema.
Em 2010 MG teve a 2 maior arrecadação em ICMS e o PIB cresceu mais de 12%!
A Greve dos educadores de Minas no fundo rasga toda essa realidade podre e nojenta e revela as mentiras do Choque de Gestão tão propaladas na era Aécio, de Estado austero e equilibrado.

A solidariedade demonstrada por diversos setores da sociedade; religiosos, sem-terras, operários, pais e alunos entre tantos outros, demonstram o quanto a greve da educação em Minas não é apenas a mais importante greve da classe trabalhadora nesse momento, ela expõem as contradições as quais os serviços públicos em especial a educação chegaram nesse pais e em especial em Minas e que só a luta incisiva e determinada dos grevistas poderá conquistar o respeito e as condições de ensino que desejamos.

CORRENTE SINDICAL UNIDADE CLASSISTA CONSTRUINDO A INTERSINDICAL

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