quinta-feira, 22 de abril de 2010

Onde está o Coletivo Estadual de Saúde do SindUTE- MG?


No ano de 2006, após termos constatado o aumento significativo de casos de depressão entre nossos companheiro(a)s, sendo que naquele ano, surgiram pelo menos três informações de suicídio ocasionado por depressão aguda entre trabalhadores da educação, motivou o debate no Conselho Geral do SindUTE da necessidade de se criar um departamento específico para esse tema. No último congresso da entidade, ocorrido no ano passado em Poços de Caldas, foi aprovado por unanimidade na plenária final a ativação do Coletivo Estadual de Saúde. Porém até agora nada aconteceu nesse sentido.

Segundo estimativas da OMS, oito em cada grupo de dez profissionais da educação ao término de uma carreira no magistério de cerca de trinta anos, irá desenvolver algum tipo de doença funcional. As mais comuns são: doenças nas cordas vocais, problemas na coluna, depressão, insônia, gastrites, perda da audição, problemas de circulação, tendinites, entre outras 20 manifestações de doenças funcionais adquiridas com o exercício da profissão.

O papel do Coletivo Estadual de Saúde deveria ser o de conscientizar nossa categoria para os sérios riscos ao qual estamos submetidos e auxiliar o sindicato na cobrança junto ao Governo e à Justiça de procedimentos que previnam e/ou evitem a exposição da nossa categoria a tal situação.

Se já não bastassem as péssimas condições de trabalho e os miseráveis salários, ainda temos que lidar com essa situação, que silenciosamente vai ceifando e torturando a vida e as esperanças de milhares de pessoas ano a ano, atingindo em cheio aqueles que dedicam suas vidas à educação pública em nosso país.

CORRENTE SINDICAL UNIDADE CLASSISTA/INTERSINDICAL

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