domingo, 18 de abril de 2010

EM CLIMA DE FESTA, AÉCIO SE DESPEDE COM O ENROLATION E SÃO OS SERVIDORES QUE DANÇAM!

No último dia 31 de Março, o Governo do Estado encaminhou projeto de lei que versa sobre reajuste salarial para o conjunto do funcionalismo público. Interessante é que mais uma vez a educação teve um reajuste menor que outros os setores da máquina do Estado, demonstrando o desmerecimento com aqueles que educam as crianças e jovens desse Estado.

O reajuste anunciado na Lei nº 18.802, de 31 de março de 2010, aprovada pela Assembléia Legislativa de MG, não corresponde às perdas acumuladas ao longo desses últimos cinco anos, desde a instauração da VTI (Vantagem Temporária Incorporável) na época, repudiada pela categoria, pois mantinha o piso salarial congelado e consecutivamente todas as vantagens adquiridas com anos de luta em nosso trabalho.
O governo irá aplicar os 10% sobre o piso atual da categoria do magistério, que é de pouco mais de R$ 550,00 e que não pode ser confundido com a remuneração total, e incluir na totalidade do rendimento até atingir o valor bruto de R$935,00.
Porém, com os descontos previdenciários e outros, esse valor ficará menor que o anunciado e mais uma vez, abaixo do piso nacional para a educação já aprovado no Congresso Nacional.
As perdas salariais da categoria ao longo desses últimos cinco anos
ultrapassam a margem dos 40% por cento, mantendo os salários dos educadores mineiros como um dos menores do país, apesar do PIB de Minas ter atingido a 2ª colocação nacional e a arrecadação do Estado ter retornado ao patamar pré-crise econômica mundial.
Como antes, o Governo Aécio/ PSDB faz muita propaganda, pirotecnia de marketing, mas no final das contas mantém sucateado os salários, precarizando ainda mais a condição de trabalho dos profissionais da educação.
Enquanto Aécio congelou nossos salários ao longo desses últimos anos, retirando direitos com a aprovação de um rebaixado Plano de Carreiras e maquiando a situação da educação pública em Minas, nós que estamos dentro das escolas sabemos o quanto o ensino está sendo sucateado. Ausência de condições mínimas para trabalho, falta de recursos, salas super lotadas, insegurança, uso das avaliações de desempenho para perseguir ou intimidar profissionais, aumento da jornada de trabalho e mesmo de desvio de função com a aplicação do módulo II em diversas regiões, criminalização dos profissionais de ensino, ausência de concurso público para suprir vagas, manutenção da precarização do trabalho com a prática da contratação temporária, pouco ou nenhum investimento em prevenção a doenças funcionais, imposição de grades curriculares que reduziram matérias do ensino e consecutivamente prejudicaram vários alunos do ensino médio, fechamento de turmas do EJA, entre outros, foram as marcas deixadas ao longo desses oito anos de gestão tucana à frente do Governo de Minas, que em sua despedida zomba do funcionalismo com um reajuste que em vários casos não chegará a recompor as perdas dos últimos dois anos!
É hora de reagir a tudo isso e dizer um basta a tanta hipocrisia e descaso.

CORRENTE SINDICAL UNIDADE CLASSISTA/INTERSINDICAL

Nenhum comentário: