domingo, 21 de março de 2010

Concurso Público para a educação em Minas já!


Em Junho próximo, o setor da educação completará cinco anos sem a realização de concursos públicos, o que já contraria há muito a recomendação do Ministério Público, que orienta o poder público a desenvolver concursos a cada quatro anos, tendo em vista as aposentadorias que ocorrem nesse período e a necessidade de se manter um efetivo quadro de funcionários estatutários.

Nós sabemos muito bem porquê o Governo Aécio não tem feito concursos nesse período.

Ao contrário do que informa a Secretaria de Gestão de que devido aos efeitos da crise econômica os recursos do Estado caíram e comprometeram o gasto com funcionalismo em contratação via concursos, o quadro é que antes mesmo da crise econômica estourar no ano de 2008, o montante de contratados no conjunto da educação ainda era muito grande e aumentou mais ainda tendo em vista as aposentadorias e os pedidos de exoneração. Para o Governo é mais interessante financeiramente manter esse quadro excessivo de contratos, pois estes trabalhadores(as) desempenham as mesmas funções que um trabalhador efetivo porém não possuem os mesmos direitos e benefícios estatutários, possibilitando assim aumentar o grau de exploração sobre a nossa categoria e as chantagens de demissão, sempre que se está em campanha salarial.

Vergonhosamente, o governo tenta iludir os educadores com a chamada efetivação dando a esse setor da categoria a falsa impressão de que pertencem de direito ao quadro do magistério mineiro; mas o fato é que estes companheiros (as) não possuem nenhuma garantia de estabilidade, não são atendidos no plano de carreira e com a diminuição de aulas em muitas escolas são os primeiros a serem mandados embora. É o aprofundamento da precarização da educação em Minas, coisa que há anos vem ocorrendo.

Nós da INTERSINDICAL defendemos em todas as campanhas salariais que o princípio do ingresso na função pública através de concursos seja cumprido e que de fato todas as vagas sejam disponibilizadas, coisa que não ocorreu nos concursos de 2000 e 2005.

CORRENTE SINDICAL UNIDADE CLASSISTA MINAS GERAIS

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