domingo, 9 de agosto de 2009

PORQUE VAMOS COMEÇAR A GREVE NO DIA 14 AGOSTO!!!!


O Prefeito de Belo Horizonte ganhou a eleição municipal, mas não contou com a maioria dos votos de BH. Diante deste frágil quadro de popularidade, o Sr. Lacerda apostou na proposta de enrolar o funcionalismo municipal durante o primeiro semestre. Para isso usou a velha desculpa de que o governo é novo, os/as secretários/as desconhecem as demandas das categorias, além de repetir, cansativamente, que vão estudar todas as propostas, apontando prazos que não foram cumpridos e reuniões que nada resolveram.

A reunião do dia 10 de julho não foi diferente. Não apresentaram nenhum resposta às nossas questões. Ouvimos a mesma cantilena “estamos encaminhando” ou “estamos estudando”. Até mesmo as promessas de campanha não são cumpridas, como é o caso da isonomia salarial da educação infantil.

Outra desculpa utilizada pelo governo é que a crise reduziu a arrecadação da PBH, o que exige um estudo mais demorado dos impactos financeiros de toda e qualquer proposta. O estudo que solicitamos ao Instituto Latinoamericano de Estudos Sociais e Econômicos (ILAESE) comprovou que a PBH não teve queda na arrecadação, inclusive houve superávit no primeiro trimestre de 2009.

Entretanto, ações arbitrárias não precisam de estudos econômicos, e o encaminhamento por parte da PBH é instantâneo, como é o caso do corte de hora-extra dos Auxiliares do Caixa Escolar, as horas-extras dos Auxiliares de Serviço que há mais de vinte anos trabalham como porteiros, entre outras.

Por seu turno, os trabalhadores e trabalhadoras em educação uniram-se ao conjunto do funcionalismo e também a diversos movimentos sociais, sobretudo, o de luta por moradia, Ocupação Camilo Torres e Ocupação Dandara, para juntos darem um basta a esta política que obriga a classe trabalhadora a pagar pelo crise, enquanto os patrões recebem milhões dos governos para manterem os seus lucros.

É neste sentido que a categoria definiu pelo início da greve no dia 14 de agosto, pois não podemos mais deixar que a PBH implemente uma política educacional que desconsidera quem trabalha dentro das escolas.


SindREDE/BH

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