segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Golpistas hondurenhos assassinam professor


O professor hondurenho que foi ferido à bala na cabeça na quinta-feira, quando militares e policiais, sob ordens dos golpistas, avançaram contra um protesto em favor do legítimo presidente, Manuel Zelaya, morreu este sábado após permanecer em coma durante três dias, segundo informou a família e o sindicato de docentes. Esta é a quarta vítima desde o golpe de Estado em 28 de junho passado. às 00h30 hora local (06h30 GMT) do sábado, Roger Abraham Vallejo "deixou de respirar", segundo confirmou o dirigente do sindicato os professores, Sergio Rivera.

A enviada especial da teleSUR a Tegucigalpa Madeline García detalhou por telefone que os preparativos para o funeral o enterro do professor já estão adiantados, e que se prevê sepultá-lo este mesmo sábado.

O cidadão hondurenho, vítima da repressão militar que impera na nação, entrou em coma na quinta-feira após ser operado depois dos incidentes em uma rodovia de acesso à capital hondurenha.

A morte de Vallejo representa a quarta desde o golpe de Estado do dia 28 de junho passado, como conseqüência das persistentes agressões das forças de segurança contra o povo.

Vallejo, de 38 anos de idade, deixa esposa e um filho de 10 meses, segundo Rivera, que assegurou que o sentimento entre seus companheiros do sindicato de professores é de "indignação, muita indignação".

O cidadão hondurenho foi atingido por uma bala disparada pela Polícia, quando, mediante o uso da força, militares e agentes policiais dispersavam um bloqueio na rodovia da saída norte da capital, que se mantinha em protesto contra o governo de fato, presidido por Roberto Michelleti.

Nestes fatos houve seis feridos e 88 detidos, segundo a polícia, enquanto que a Frente de Resistência Contra o Golpe afirma a existência de 72 feridos e mais de uma centena de presos.

O setor de professores hondurenhos, uma das associações mais fortes do país, constitui, junto com os camponeses, um dos pilares do movimento que exige o retorno da institucionalidade democrática no país centro-americano.

Neste sábado, o povo continuará em sua luta pelo retorno de Zelaya. Para este dia, artistas de Honduras unirão esforços para acompanhar a prolongada resistência popular contra o golpe de Estado, que completa sua trigésima quinta jornada consecutiva.

O coordenador geral da Frente Nacional contra o golpe de Estado, Juan Barahona, anunciou na quarta-feira um ato político-cultural como a atividade em defesa da restituição da ordem constitucional neste sábado.

Tradução: Rosalvo Maciel

Original em teleSUR