sábado, 18 de julho de 2009

Saudações aos delegados(as) ao VIII º Congresso Estadual do SindUTE/MG




A Grave Crise Econômica que se abateu sobre o mundo nos últimos meses, deve ser entendida como uma crise de super acumulação capitalista, motivada entre outros fatores, pela grande concentração de riquezas nas mãos de grandes especuladores internacionais e pelo aumento vertiginoso da exploração sobre toda a força de trabalho mundial, que proporcionou recursos para alimentar a especulação capitalista.

Os efeitos dessa crise foram sentidos no Brasil de forma mais rápida e mais grave do que anunciado pelo Governo e os órgãos da imprensa.
Houve uma forte retração econômica, principalmente quanto à produção industrial, com destaque para os Estados de São Paulo e Minas onde os maiores cortes foram nos setores da mineração e metalurgia. Os índices econômicos apontam queda na produção em todos os setores produtivos, confirmados com a divulgação de queda no PIB de 3,6% no 1º trimestre. Tal quadro confirma a relação de dependência da economia brasileira e o nível de recessão que se aprofunda o que irá piorar a qualidade de vida do trabalhador e a consecutiva precarização da força de trabalho.

A dinâmica da crise econômica e as opções tomadas pelo governo evidenciam, ainda mais o seu alinhamento à lógica do grande capital. Sob o discurso do pacto social e do crescimento sustentável, articula-se a velha lógica de subordinar as reais demandas e necessidades urgentes da maioria da população brasileira ao crescimento da economia capitalista, entendida como a possibilidade de manter os níveis de lucratividade dos setores monopolistas. Daí todas as concessões à indústria automobilística, ao agronegócio, aos exportadores e aos grandes bancos, ao mesmo tempo em que o desemprego, a contenção dos salários, a flexibilização de direitos e os cortes às políticas sociais, são apontados como sacrifícios necessários para que o país encontre a saída para a crise.
O que vemos são os ricos cada vez mais ricos, que passaram do controle de 53% para 74,5% da riqueza nacional, entre 1990 e 2008, graças a lucros estrondosos como os das 500 maiores empresas que atuam no Brasil e que tiveram seus lucros entre 2003 e 2007 subindo de 2,3 bilhões para 43 bilhões, enquanto os assalariados vêm seus rendimentos diminuírem e os mais pobres recebem migalhas, obrigados a viver com 2 dólares por dia.
A desproporção do pacto social estabelecido no Governo Lula e que conta com o apoio de várias correntes sindicais, fica visível quando comparamos a ação de seus dois braços, o que acena aos trabalhadores e o que afaga os patrões. Em 2008, o governo destinou R$10,8 bilhões aos mais pobres em programas sociais como o bolsa família, dedicou R$ 162,3 bilhões ao pagamento de juros da dívida aos banqueiros. Entre 2000 e 2007 foram pagos a soma de R$ 1,267 trilhões para a dívida, áreas como saúde, educação e investimentos receberam no mesmo período cerca de R$ 554, 6 bilhões, menos da metade do destinado as banqueiros.
A priorização do agronegócio, carro chefe da produção dos superávits orçamentários agravou a exploração e expropriação no campo, inviabilizou a Reforma Agrária e condena os assentamentos à inanição de recursos abandonando a necessidade de uma nova política agrária. A ajuda sempre rápida aos monopólios industriais para manter suas taxas de lucratividade, com subsídios, redução de impostos e financiamentos a custo baixo, sem qualquer contrapartida social, contrasta com as perdas salariais, os cortes de emprego e a ofensiva por redução de jornadas com redução de salários aceitas pelas centrais sindicais cooptadas pelo pacto social.
Em Minas o cenário não é diferente. Ao contrário, podemos afirmar que os efeitos da crise intensificaram os ataques do Governo Aécio sobre o funcionalismo.
Blindado pelos meios de comunicação e com fraca oposição sindical e política, Aécio conseguiu reduzir direitos e precarizar mais ainda a situação do funcionalismo público. Além das políticas de choque de gestão que reduziram drasticamente investimentos em áreas sociais, somado ao achatamento salarial e desrespeito a direitos, os trabalhadores em educação se viram aprisionados à aprovação de um plano de carreira que não possibilita de fato uma progressão qualitativa aos educadores, além de substituir a política de reajuste salarial por abonos e gratificações por produtividade resultando num cenário de perdas salariais ao mesmo tempo em que subordina mais ainda a educação às metas eleitoreiras do Governo.
Há quatro anos não se faz concursos no Estado, sendo que a opção do Governo tem sido a manutenção dos contratos temporários que precarizam a educação e significam contenção de gastos para o Governo. Apesar das maquiagens feitas em diversas escolas do Estado o fundamental não foi resolvido, ou seja, não se investiu na formação dos educadores, em seus salários e tão pouco na melhoria das condições de trabalho.
O Sindute, por sua vez, amarga uma grave crise de identidade. Esse sindicato que é o maior em representatividade do funcionalismo público estadual e que no passado distante obteve grandes conquistas para o conjunto dos trabalhadores, armando ideologicamente a classe, informando e formando opinião no dia a dia dos educadores, hoje está distante da realidade dos trabalhadores em educação não se importando mais com a construção política da consciência e da resistência dos educadores.
Através da sua direção política, ligada a Articulação Sindical, o Sindute vem perdendo referência em diversos municípios do Estado sendo que o maior patrimônio que podia-se ter, ou seja , a credibilidade e a referência de entidade de classe junto aos trabalhadores(as) em educação, tem sido paulatinamente dilapidado por ações equivocadas ou pela falta de engajamento com a
A INTERSINDICAL participa ativamente do MOVIMENTO MUDA SINDUTE - OPOSIÇÃO, pois entendemos que é fundamental a unidade de ação de todos(as) aqueles(as) que acreditam na possibilidade da construção de um sindicalismo classista, democrático, independente de governos e patrões e que garanta de fato conquistas para os trabalhadores(as). Acreditamos que ainda é possível resgatar o Sindute para esse projeto, necessário para enfrentar não apenas os efeitos da Crise Econômica, mas também os ataques que cada vez mais vem se intensificando sobre nós.
Por isso convidamos a todos(as) aqueles(as) que possuem identificação com essa proposta, que não estão satisfeitos com a trajetória de derrotas e a falta de perspectivas que a Direção do Sindute - Articulação Sindical, impuseram à nossa categoria, a unir forças contra a paralisia sindical e contra o desmonte da educação pública. Participe das PLENÁRIAS DO MOVIMENTO MUDA- SINDUTE e venha conhecer o movimento INTERSINDICAL uma nova alternativa de LUTA E ORGANIZAÇÃO PARA A CLASSE TRABALHADORA BRASILEIRA.
*PELA DEMOCRATIZAÇÃO DO NOSSO SINDICATO: PROPORCIONALIDADE JÁ!
* CHEGA DE ENROLAÇÃO, REAJUSTE SALARIAL E CONCURSO PÚBLICO JÁ!

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