terça-feira, 21 de abril de 2009

VEJA COMO FOI O DIA DE GREVE DOS/AS TERCEIRIZADOS/AS PELA CAIXA ESCOLAR PBH




Diante de tanto desrespeito e ausência de diálogo, os/as trabalhadores/as contratados/as pela Caixa Escolar fizeram greve, hoje, no dia 15 de abril, com ato público na porta da PBH, com mais de mil pessoas, que fecharam a Avenida Afonso Pena ate a comissão ser recebida pelo governo.
Na assembléia realizada, em seguida, os/as grevistas definiram pela participação na greve geral da educação no dia 24 de abril e da assembléia às 08 horas na Praça da Estação. Outra atividade aprovada foi a realização de uma assembléia específica do setor no dia 28 de abril, 14 horas, na sede do SindREDE/BH, com representantes de escola.

POR QUE OS/AS TERCEIRIZADOS PELA CAIXA ESCOLAR FIZERAM GREVE?
Os serviços de confecção de merenda, limpeza, portaria e vigilância das escolas municipais, vêm sendo terceirizados pela PBH desde 1990. Essa façanha, iniciada no governo do prefeito Eduardo Azeredo, permaneceu durante o governo Patrus, com um agravante, pois além das empresas contratadas, foram criadas as cooperativas de trabalho.
Na greve de 1994 conseguimos provar ao governo Patrus que as cooperativas criavam relações de trabalho semi-escravizado e com isso, elas foram extintas. Mas, o compromisso de realização de concurso público para o setor não foi cumprido e permaneceu a terceirização via as empresas. Várias delas descumpriam os direitos trabalhistas, o que exigiu a mobilização da nossa categoria, inclusive na definição dos processos de licitação, enquanto não ocorria o concurso.
Em 2003, a PBH optou pela terceirização via a Caixa Escolar. As direções de escolas foram alertadas do fiasco de tal proposta. Mas a PBH, para constranger as resistências das escolas, terminou todas as contratações via empresas e apresentou a opção: ou a contratação pela Caixa Escolar ou ficar sem funcionários. As escolas cederam.
Hoje, a PBH, em carta assinada pela SMED, afirma que esses/as funcionários/as não prestam nenhum serviço ao governo municipal e nem mesmo às escolas municipais.A participação de todos/as é fundamental. E o apoio dos demais trabalhadores/as das escolas é imprescindível.
Somente a nossa união garante a resistência e abre negociações.

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