segunda-feira, 9 de março de 2009

UMA BREVE ANÁLISE DA CRISE DE UM PONTO DE VISTA FEMINISTA


Nós não vamos pagar por essa crise! Mulheres livres! Povos soberanos! No 8 de março de 2009, milhares de mulheres do Brasil e do mundo levantam as bandeiras contra o capitalismo, o imperialismo, o machismo, o racismo e a lesbofobia, confrontando o sistema capitalista e patriarcal que nos oprime e explora. Elas vão ocupar as ruas para afirmar que querem construir um mundo livre de exploração, desigualdades e discriminação, uma transformação radical com igualdade, autonomia, liberdade e soberania popular! Elas são mulheres feministas contra o capitalismo patriarcal! Nas ruas e em nossas casas, nas florestas e nos campos, no prosseguir de nossas lutas e no cotidiano de nossas vidas, manteremos nossa rebeldia e mobilização!
Em Belo Horizonte ocorrerão diversas atividades. Estamos participando do ato unificado no dia 06 de março, sexta-feira, com concentração na Praça Sete e caminhada até a Praça da Liberdade. E no dia 08 de março, domingo, com concentração no coreto do Parque Municipal, panfletagem na Feira de Artesanato e encontro de mulheres no Centro Cultural da UFMG. Venha ocupar as ruas da cidade em defesa da igualdade, liberdade e paz.
* No site do Coletivo Travessia você encontra sugestões de vídeos e textos para trabalhar com seus/suas estudantes a questão de gênero.

UMA BREVE ANÁLISE DA CRISE DE UM PONTO DE VISTA FEMINISTA
“As crises financeira, econômica, ambiental e alimentar que afetam o planeta e nossas vidas não são fenômenos isolados. Trata-se de uma crise global, gerada por esse modelo de desenvolvimento, baseado na superexploração do trabalho e na especulação financeira. Uma de suas bases de sustentação é a opressão das mulheres, que combina machismo e capitalismo, transformando tudo em mercadoria e colocando preço inclusive em nossos corpos. Não acreditamos em respostas superficiais para a crise. Somos contra os milhões retirados dos fundos públicos para salvar bancos e grandes empresas. Isso gera mais concentração de riqueza e reproduz o sistema capitalista patriarcal.

Também somos contra qualquer tentativa de retirada dos direitos trabalhistas e de redução de salários, propagandeadas como soluções para a crise econômica. Queremos investimentos públicos que garantam as vagas de trabalho já existentes, que ampliem a oferta de vagas com carteira assinada e reforcem a rede de direitos sociais. Nós, mulheres feministas, afirmamos: as mulheres não vão pagar por esta crise! É urgente avançarmos na construção de alternativas socialistas a este modelo. Em vez dos agrocombustíveis e da privatização da natureza, defendemos mudanças na forma de produzir alimentos, a redução do padrão de consumo e a produção descentralizada de energia.

Afirmamos que os bens comuns de nosso território – incluindo a água, a biodiversidade e o petróleo encontrado na camada do pré-sal – são do povo brasileiro e devem ser utilizados para garantir desenvolvimento social e econômico de toda a população. A resposta à crise alimentar não pode vir dos transgênicos, e sim da reforma agrária, da produção agroecológica e da garantia de nossa soberania alimentar. Construir a igualdade em nossa sociedade passa por valorizar o trabalho das mulheres e garantir sua autonomia econômica. Assim, defendemos a valorização do salário mínimo e lutamos por um modelo de proteção social solidário, universal e inclusivo, com direito à saúde, assistência social e aposentadoria digna para todos e todas.

Também nos solidarizamos aos processos de construção de alternativas em curso na América Latina, que recuperam a soberania dos povos sobre seu território e seus recursos naturais. Estamos em luta por soberania dos povos e liberdade para as mulheres!” (extratos do Manifesto do 8 de março de São Paulo/2009).

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