sexta-feira, 20 de março de 2009

A SUBMISSÃO AO PODER: ESTE É O LEMA DA “NOVA GESTÃO” DA SMED/BH


A SMED (Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte) foi ocupada, nos últimos anos, por antigas e novas pessoas que se dizem “militantes”, com um único lema: a submissão ao poder. Essa turma faz qualquer coisa para garantir-se no governo e usufruir das mordomias do poder. Se antes, realizam calorosas discussões políticas nas escolas, hoje se limitam a construir argumentos para justificar e sustentar a linha do governo. Não há uma preocupação com a construção de alternativas para melhorar a educação municipal.
Em outros espaços da cidade, antigos/as e verdadeiros/as militantes estão perplexos/as diante desses fatos. A Secretária de Educação, a Sra. Macaé, é a primeira a abrir mão da crítica ao modelo neoliberal que vem sendo implementado na educação mundial. Prova disso foi o seu discurso na posse das direções de escola ao solicitar a adesão da Rede ao movimento empresarial “Todos pela Educação”. Certamente, a senhora secretária, representante do PT no governo, sabe que o “Compromisso Todos pela Educação” é organizado e liderado pelo PSDB e os maiores grupos financeiros e empresariais paulistas. É um movimento que não tem preocupação efetiva com a educação pública, mas com o aumento de seus lucros.
Já vimos antes o que acontece quando a SMED adere aos dogmas neoliberais, a exemplo da Sra. Maria do Pilar quando assumiu a direção da UNDIME. E é preciso lembrar que Macaé, Afonso e Pilar, têm fortes relações políticas, e apesar de terem iniciado a militância nas lutas sociais são fiéis porta-vozes de uma política educacional privatista e neoliberal.
A aplicação de uma política educacional quantitativa, que desconsidera discussões construídas na rede durante décadas, representa um grande retrocesso na qualidade da educação municipal. As novas medidas anunciadas são velhas conhecidas no debate educacional: a “bomba”, o controle do boletim, a recuperação paralela durante o horário de aula da criança. Inclusive, a política de proibição dos/as professores/as com formação específica lecionarem nas 5ª séries, está em contradição com a discussão da ampliação para nove anos do ensino fundamental.
É uma política educacional ruim, encaminhada por um governo ruim, que deseja produzir uma escola também ruim. Situação que nos faz relembrar a conhecida frase “o poder não corrompe, apenas revela o caráter das pessoas”. Portanto, cabe a nós, que mantemos o nosso compromisso com a escola pública, resistir às investidas da SMED e garantir a qualidade da educação que acreditamos.

Coletivo Travessia

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