quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

SOBRE O SIMAVE


Reafirmar a ética utilitarista e individualista, massificar a idéia de que os ''vencedores'' ou incluidos são os que se esforçam no mundo competitivo, e, os excluidos ou derrotados deverão pagar pelas suas incopetências e escolhas é o que propõe o SIMAVE.

Criado em 2000, em parceria com a UFJF, seguindo orientações de orgãos internacionais como Banco Mundial e BIRD e implementado pela SEE-MG, o SIMAVE, é a grande bandeira na politica educacional do governo neoliberal de Aécio Neves. Tal politica propõe em termos gerais, ''premiar'', em dinheiro, os professores (e a escola) cujos alunos melhor se sairem nas provas de avaliação de desempenho. O chamado ''bonus'' ou ''décimo quarto salário'' beneficiará uma parcela dos docentes, deixando de fora todos os trabalhadores ''efetivados'' e designados, que compõe a maioria do atual quadro de trabalhadores em atividade, bem como, todos os aposentados.

O SIMAVE não representa um ganho real para a categoria, podendo tal ''bônus ser retirado quando o governo bem entender, além de jogar trabalhador contra trabalhador, num mundo onde a noção de ''empregabilidade'' é sinônimo de sobrevivência. Despreza-se valores como o da colaboração e cooperação não havendo, contudo, melhorias efetivas na educação, no que diz respeito a estruta fisica das escolas, formação e qualificação dos trabalhadores em parãmetros educacionais amplos humanos e democráticos, assim como desconsidera-se as condições psicológicas e sociais dos estudantes e suas familias.

A SEE-MG, através da secretária Vanessa Guimarães, busca se adequar ao famigerado ''choque de gestão'' (ou indigestão) do governo, piorando as já precárias condições nas escolas, que são tratadas como empresas deficitárias, apesar das repetidas mentiras ''tornadas verdades'' em ricas propagandas em horário nobre. A aposta é na formação de analfabetos funcionais e ''votantes'' despolitizados e alienados.

Hallisson Nunes Gomes
Professor da REE/MG

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