sábado, 6 de dezembro de 2008

RESOLUÇÃO DE SOLIDARIEDADE COM OS CINCO HERÓIS CUBANOS PRISIONEIROS DO IMPÉRIO


No dia 12 de setembro cumpriram-se dez anos de injusta prisão em cárceres estadunidenses dos Cinco Heróis cubanos. Mediante um julgamento fraudulento estes valorosos companheiros foram submetidos a longas condenações que somam quatro prisões perpétuas mais 77 anos por lutar contra o terrorismo que, de maneira impune, se desenvolve desde o território dos EUA contra a nação cubana.
Durante todos estes anos, os Cinco padeceram de confinamento solitário e foram vítimas de pressões psicológicas de todo tipo. O governo dos Estados Unidos limitou o direito que têm de receber visitas regulares de seus familiares, e em particular, negaram a permissão a duas das esposas, Olga e Adriana, as quais não podem visitar a Rene e Gerardo, há oito e dez anos, respectivamente.
A isto se soma o alongamento do processo legal contra os Cinco, privando-lhes do direito a um julgamento justo, rápido e imparcial, como estabelecem as leis internacionais e a própria constituição dos EUA, na qual foi reconhecido em 2005 por uma Seção de três juízes da Corte de Apelações de Atlanta, que anulou as sentenças e ordenou a realização de um novo julgamento, decisão revogada posteriormente pelo pleno da Corte.
Em junho do presente ano, outra Seção de três juízes do 11º Circuito de Apelações ratificou os veredictos de culpabilidade em todos os cargos. No entanto, reconhecendo que não houve delito de espionagem, enviou três dos companheiros a re-sentença.
A Corte de Apelações recusou o recurso de revisão apresentado pela defesa, ficando como única opção legal a petição de consideração à Corta Suprema dos Estados Unidos, o que abre uma nova etapa na luta por sua liberação.
O governo estadunidense fez pouco caso do pedido de justiça exigido durante este tempo por organismos internacionais e das Nações Unidas, como o Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias da Comissão de Direitos Humanos, assim como por parlamentares, intelectuais, prêmios Nobel, organizações religiosas, de direitos humanos e de advogados de todo o mundo.
Esta atitude ratifica que estamos diante de uma batalha política e que todas as ações que realizemos são de vital importância para aumentar a pressão internacional sobre o caso e conseguir que se faça justiça com estes cinco cubanos.
Por tudo isso, a Corrente Sindical Unidade Classista, os Trabalhadores e Trabalhadoras, Operários e Operárias de todo o mundo ratificamos nossa solidariedade com Gerardo, Rene, Ramón, Fernando e Antonio, e exigimos sua imediata libertação.

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