quarta-feira, 6 de agosto de 2008

CHEGA DE AGRESSÃO! OS TRABALHADORES DA RME/BH MARCHAM POR SEUS DIREITOS

No dia 21 de agosto, os trabalhadores em educação da Rede Municipal de BH realizarão uma marcha que contará com os servidores e a comunidade escolar, denunciando a realidade da educação e os ataques do governo Pimentel ao direito de organização dos trabalhadores. O achatamento das aposentadorias imposto pelo governo Lula e sua reforma previdenciária, o PL59/04, que legitima e autoriza a continuidade da desvalorização salarial ao não incorporar gratificações e vantagens que acabam por não incidir sobre a aposentadoria, o desrespeito aos trabalhadores em readaptação impedidos de gozar férias junto de seus pares, o fechamento de turmas por número insuficiente de alunos, demonstrando uma visão não-qualitativa e numérica, sem preocupação com a intervenção pedagógica e a melhoria da qualidade da educação, e a falta de democracia nas eleições para diretor, como na UMEI São Gabriel, onde a SMED impôs sua candidata, mesmo sendo rejeitada pela comunidade escolar em assembléia, são exemplos claros dos ataques que partem da PBH, e formam o quadro da educação pública na Rede Municipal.
Esse nefasto processo de sucateamento da educação pública em BH, que parte da prefeitura e da coligação que sustenta o governo, em aliança estreita com o empresariado, vem se agravando no que diz respeito ao adoecimento da categoria, a violência nas escolas, ao constante assédio moral ao qual o trabalhador em educação está submetido através das gerências e corregedorias, ao fim da autonomia político pedagógica, ao aumento da cesta básica sem a contrapartida de aumento do ticket alimentação, ao posicionamento da SMED, que vem impondo a substituição de professores licenciados, ocupando o horário legalmente obrigatório do professor em estudo, avaliação e planejamento (ACPATE), e a mudança do período de férias sem discutir com os trabalhadores e a comunidade escolar.
A Unidade Classista (UC) compreende que tal situação decorre, entre outras coisas, da total exclusão do direito de participação política através de espaços democráticos, nos quais as classes populares tenham voz e possam interferir de maneira direta na elaboração, aplicação e fiscalização das políticas públicas. Entendemos que somente dessa forma os interesses do conjunto da sociedade, e em especial a Classe Trabalhadora, podem ser priorizados. Chega de agressão! Participe da marcha do dia 21/08 e organize sua escola. Por uma educação pública, gratuita, laica, democrática e de qualidade.
Nenhum direito a menos. Avançar em novas conquistas!

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